sábado, 15 de maio de 2010


Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor nos bares, na internet, nas paradas de ônibus. Como num jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas platéias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói, só o amor salva, só o amor traz felicidade. Há quem acredite que o amor é medicamento. Pelo contrário. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproxima, e caso o faça, vai frustrar sua expectativa, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza, ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como um antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: "Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu." Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas. O Amor, ao contrário do que se pensa, não tem de vir antes de tudo. Antes de estabilizar a carreira profissional, antes de fazer amigos, de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir de seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando, na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir, sem máscara e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar. Para quem acha que isso é chantagem, arrisco-me a sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável, e não é tarefa tão complicada. Felizes são aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem.
Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa. "As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas".
Martha Medeiros

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Hoje eu sinto tudo que eu nunca quis sentir, hoje eu tenho medo de amar denovo, hoje eu não quero amar alguém que não seja você, pena que nunca mais será nós dois. Nunca mais a gente vai brigar por causa do meu ciúme, minha possessividade, nem pela tua autoridade, ou então pelo nosso orgulho, eu sei que eu nunca mais vou ver você cheio do medo pedindo desculpas, e dizendo pra mim voltar pro meu castelo que você vai me proteger do mundo, hoje eu sei que pra nós só ficou a nossa história. Não sei onde a gente errou, se teve um culpado ou não, não sei se teria dado certo quando você me pediu uma segunda chance, hoje só tenho minhas dores e as nossas lembranças. Eu te sinto tão presente na minha vida, como se fosse nos nossos tempos, como você me faz falta, sinto falta de brigar contigo, e de chorar, chorar e você depois mesmo eu sendo sempre a errada, ou na maioria das vezes, vinha me pedir desculpas, vinha me dizer que tudo daria certo, porque você me tinha e era o que importava, e hoje eu sei que era o que me importava, ter você comigo, ter a minha fé, a minha razão, o meu sentido, o meu amor. Por mais que isso tudo me doa, eu viveria tudo denovo, só pra te ter mais uma vez comigo, sá pra ver se essas feridas cicatrizam, porque elas doem demais, machucam...
Seguimos nossos caminhos, distintos, talvez não separados, sei que você ainda pensa em mim, assim como eu, sei que não temos mais um futuro junto, mas temos um passado lindo, e pra mim é o que importa, conservar nosso passado, e construir uma nova história contigo, a história de um amor reprimido, ou de uma amizade que só existe pra suprimir um amor, a nossa história, a história do nosso amor! 

domingo, 25 de abril de 2010

Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa.


Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada. ( Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa baby look, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço.


Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar as vezes, mesmo na sua idade.


Leia, escolha seus próprios livros, releia-os.


Odeie a vida doméstica e ame agitos noturnos.


Seja um pouco caseiro e um pouco da vida


Não seja escravo da televisão


Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.


Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ...


Goste de música e de sexo.


Goste de um esporte não muito banal.


Não invente de querer muitos filhos


Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora.


Quero ver você nervoso, inquieto.


Não me conte seus segredos ... me faça massagem nas costas.


Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções.


Me rapte! Se nada disso funcionar ... experimente me amar!

sábado, 10 de abril de 2010

Você me quer santa;

E sou meretriz;

Você me quer pura;

Mas eu sou atriz;

Você me quer rara;

Mas sou comum;

Você tem desejos;

Eu não tenho nenhum;

Você me quer doce;

Mas sou puro fel;

Você me quer nua;

Me cubro com véu;

Você me quer Vênus;

Mas sou Plutão;

Você me quer virgem;

Mais eu sou leão;



Querem minhas fases e eu sou como a lua;

Cheia ou minguante, faço sombras na rua;

Cresço quando eu quero, se eu quero nova posso ficar;

Coro minha face, mas imponho a vontade;

Eu me mostro inteira, nunca sou a metade;

Cresço quando eu quero se eu quero nova posso ficar.
Tenho que mudar
Trocar as velhas cortinas amareladas
Levantar a poeira do sofá
Arrastar os móveis do lugar
Jogar fora papéis velhos
Guardar antigas fotografias
Doar roupas que já possuem a forma do meu corpo

Me reinventar
Renascer de mim

Deixa o novo surgir 
Esquecer o passado
Recolher  meus cacos  
E me refazer em um mosaico
Desconcertar

Sem seguir padrões
Leis, Razões
Surgir

Apagar as memórias 
Que já não servem mais pra nada
Viver novas experiências 

Mudanças...
Preciso fazer algumas mudanças...

terça-feira, 6 de abril de 2010

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.



Arnaldo Jabor

domingo, 4 de abril de 2010

O cheiro de grama molhada me traz de volta, nossas tardes chuvosas de domingo.
Da cozinha vem o cheiro de manteiga derretida na panela.
O som que propaga no ar do milho de pipoca estourando. 
Seu perfume impreguinado no meu moletom. Cama desarumada, lençois espalhados, travesseiros pelos cantos.Nossas tardes de domingo...Longas, intermináveis, doces e saborosas tardes. 
O mundo poderia desmoronar,nada conseguiria nos atrapalhar. Era a nossa tarde de domingo, sempre tão especiais, iguais.
Ficavámos incomunicáveis, perdidos em nós, nas tardes de domingo.